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As crianças são as mais afetadas, mas cuidados básicos podem evitar a contaminação

Os piolhos são temidos pela facilidade com que conseguem passar de pessoa para pessoa. Apesar de não transmitirem doenças nem causarem grandes danos à saúde, os pequenos parasitas se alimentam de sangue para sobreviver e causam coceiras fortes, principalmente atrás das orelhas e na nuca. Por isso é essencial orientar o consumidor a evitar a infestação, especialmente em crianças em idade escolar, que tendem a ser o principal alvo dos pequenos insetos devido aos seus hábitos de convivência.

Os piolhos depositam seus pequenos ovos, chamados de lêndeas, nos fios dos cabelos, bem próximos ao couro cabeludo. Apesar de não pularem, eles conseguem se locomover com rapidez de um lugar para outro, por isso, a transmissão pode ocorrer pelo simples contato próximo entre as pessoas.

Os responsáveis devem orientar as crianças para que evitem compartilhar acessórios pessoais como pentes, escovas, grampos e elásticos de cabelo, chapéus e até mesmo roupas. Uma única criança pode transmitir o parasita para todo o restante da turma se os devidos cuidados não forem tomados. 

A recomendação é que os pais verifiquem a cabeça de seus filhos ao menos uma vez por semana, pois o controle de uma possível infestação é mais simples nos primeiros dias. A melhor forma de garantir que a cabeça está livre dos indesejados visitantes e, uma vez infectada, de impedir que os piolhos espalhem seus ovos (lêndeas), é dividir os cabelos em pequenas mechas e passar o pente fino até as pontas. 

No caso de algum membro da família ser infestado por piolhos ou lêndeas, todos os demais devem tomar os devidos cuidados para evitar que a infestação se espalhe. Recomenda-se lavar todas as roupas de cama e toalhas em água quente, fazer uma limpeza reforçada em objetos que não podem ser lavados com facilidade com os bancos do carro, sofá e mochilas e, aquilo que não for possível higienizar, deve ser colocado em sacos plásticos por pelo menos 72 horas, pois os piolhos podem sobreviver até 48 horas fora do corpo humano, até mesmo dentro da água da piscina, por exemplo.